terça-feira, abril 18, 2006

The Strokes In Portugal


O grupo nova-iorquino de rock independente The Strokes estreia-se em Portugal ao vivo a 22 de Julho, no Lisboa Soundz Festival.
Além dos Strokes, têm também passagem por Lisboa os Pixies, a 20 de Julho no Pavilhão Atlântico, e os Depeche Mode, a 28 de julho no Estádio Alvalade XXI.

Já Não Era Sem Tempo...


O Instituto do Cinema apoia associação do Documentário com 270 mil euros até 2008.
O Doclisboa, único Festival de Documentário Internacional Português, vai organizar a sua Quarta Edição este ano, depois de em 2005 ter tido "perto de 19 mil espectadores, o que é significativo quando se diz que o público do Cinema português é reduzido".
O Festival decorre este ano entre a 20 e 29 de Outubro, em Lisboa.

sexta-feira, abril 14, 2006

A Casa Da Música Celebra Um Ano De vida


A casa da Música comemora hoje o seu primeiro ano de actividade oficial com o calendário já estabelecido com a tranferência dos seus activos para a Fundação Casa da Música, que deve estar concluída até 31 de Dezembro de 2006.

A Ìndia Ficou Mais Pobre...


Raj Kumar um dos mais famosos actores indianos, morre aos 77 anos. Kumar fez mais de 200 filmes, em língua Kannada, ao longo de cinco decénios.
Apesar de nos últimos anos ter abandonado a representação continuou a ser uma das figuras mais queridas do Sul da Ìndia.
Era conhecido por nunca ter fumado um cigarro na tela ou desempenhado papéis de um embriagado. Voltou a ser falado em 2000, quando foi raptado pelo homem que era então o criminoso mais famoso da Ìndia, Veerapan.

quinta-feira, abril 13, 2006

Se A Moda Pega...

... Até os cães viram as novas "fashion Victms"

domingo, abril 09, 2006

À Flor Da Pele...


À flor da pele e na sua profundidade da alma - assim é a violência no quotidiano, uma violência que percorre e ricocheteia sobre todas as superfícies da nossa existência, e que uma palavra, um gesto, uma imagem, um grito, uma sombra mesmo, capta, transporta e relança indefenidamente - e que, no entanto, dessa espuma dos dias, de abrem à alma, em mergulhos de angústia, abismos vertiginosos, que nos levam a dizer: «Serei eu, verdadeiramente, essa violência
Caso de pele, a violência, naquilo que se ouve dizer: um reflexo sombrio ou claro, um odor mesmo fugaz, uma prega dissimulada, inquisidora - e a violência adquire fogo e chama!
Mas, mais ainda, é a pele que será para nós, encetando o nosso objectivo, um caso de violência que funciona como a superfície de inscrição onde se gravam, em sangrentos arabescos, os traços dessa «colónia penitenciária» que é sempre, de qualquer forma, constitutiva de toda a sociedade humana, sociedade de colonizados e penitentes - que todos nós somos.
A linguagem é eloquente e todo aquele que se entregue a uma pequena fenomenologia dos seus humores violentos reconhecê-los-à talvez nestes três breves planos - a habitual triologia: Ele, Ela, Eu - colhidos à flor da pele...

sábado, abril 08, 2006

Grandeza e Miséria


Visto que a miséria se conclui da grandeza, e a grandeza da miséria, uns concluíram da miséria tanto mais quanto tomaram por prova a grandeza, e os outros concluíram a grandeza com tanto mais força quanto a concluíram da própria miséria, e tudo serviu de argumento aos outros para concluírem a miséria, visto que é ser tanto mais miserável quando se caiu de mais alto; e os outros, ao contrário.
Elevaram-se uns acima dos outros por um círculo sem fim: sendo certo que, à medida que os homens têm luzes, encontram grandeza e miséria no Homem.
Numa palavra, o Homem conhece que é miserável: é, pois, miserável, visto que o é; mas é muito grande, visto que o sabe.
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sexta-feira, abril 07, 2006

A Idade De Ouro


Na década dos 40, O Falcão Maltês, de John Huston, é o primeiro grande clássico do film noir. O lendário Casablanca faz de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman um casal mítico.
Gjilda, de Charles Vidor, exibe o glamour explosivo de Rita Hayworth.
O Mundo a Seus Pés, revela o grande Orson Welles, um fenónemo de modernidade artística.
Em Portugal, Manoel de Oliveira realiza o original Aniki Bóbó, um filme que mistura realismo e poesia.
Roma Cidade Aberta, de Roberto Rossellini, é o filme que marca oficialmente o nascimento do neo-realismo italiano.
Vittorio De Sica oferece-nos o belíssimo e sensível O Ladrão de Bicicletas e Luchino Visconti o perturbador Obsessão.
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sábado, abril 01, 2006

A Minha Vida é o Teatro e o Teatro é a Minha Vida...

Mário Viegas (1948-1996)

È considerado um dos melhores (senão mesmo o melhor) actor português da sua magnifica geração. Tendo iniciado a sua carreira aos quinze anos de idade, deixou-se consideráveis e extraordinários testemunhos do seu amor pela arte, assim como do seu esforço, sem dúvida bem sucedido, para fazer um trabalho de qualidade.

"Nascemos e durante a vida estamos à espera de uma coisa que nunca chegará, que chega pouco... A vida sempre foi assim."


quarta-feira, março 29, 2006

Et Le Gagnant Est... Micro Audio Waves!

Micro Audio Waves, in Madrid

O projecto português de música electrónica Micro Audio Waves venceu em Paris dois Prémios Qwartz Electronic Music, para Melhor Àlbum, com "No Waves", e melhor Videoclip, com "Fully Connected", anunciou hoje a representante do grupo.
Os Micro Audio Waves foram criados em 2000 por Flak (dos Rádio Macau) e Carlos Morgado, a quem se juntou a vocalista Claúdia Ribeiro.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

O Sonoro...


Música, Terror e Sensualidade...

O primeiro filme sonoro falado foi The Jazz Singer, de Alan Crosland, em 1927, com um actor branco, Al Jolson, caracterizado como negro. Grandes nomes iniciaram a brilhantes carreiras: Howard Hawks, Raoul Walsh, King Vidor, entre outros.
A primeira década do sonoro é marcada por filmes de horror e fantásticos. Monstros, vampiros e outras criaturas sinistras povoam os écras.
Surgem grandes clássicos do género: Drácula, de Todd Browning e os vários filmes de James Whale (Frankenstein, O Homem Invisível, A Noiva de Frankenstein).
Num registro radicalmente oposto, as comédias musicais com Fred Astaire e Gjnger Rogers encantam um público mais sentimental.
Na Europa, O Anjo Azul, de Josef Von Sternberg, em 1930, assinala o aparecimento da vamp Marlene Dietrich.

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quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Arte È Expressão...


È na vida que o homem ama, sofre, se alegra ou se comove, na vida povoada de seres e de coisas e regida por ideias. Por isso a arte nasce ligada à totalidade da vida, é uma recriação da própria vida. Sociedade, ideologia, religião, moral, politica, tudo faz parte da experiência humana e tudo a arte exprime, de tudo a arte se nutre: do bem como do mal, do belo como do feio, do justo como do injusto, do verdadeiro como do falso, do real como do ilusório, do concreto como do ideal, da acção como do pensamento em que se debatem as ideias do bem, de mal, de belo, de feio, de justiça, de injustiça, de verdade, de erro, de realidade, de ilusão, de tudo o que é vida vivida no sofrimento e na alegria...
Não será lícito...atribuir à arte uma finalidade social, ideológica, religiosa, moral ou politica, apesar de as sociedades, as ideologias, as morais, as religiões e as politicas desempenharem um papel decisivo na sua motivação, havendo que substituir a noção ideal de finalismo pela noção prática de função.
Uma coisa são as intenções do artista, a finalidade que eventualmente se proponha (religião, politica, moral, etc), outra coisa é a expressão que medeia entre o artista e essa finalidade, ou seja, a arte. Ora é na medida em que a arte constitui para o artista um veículo expressivo que se pode dizer que ela exerce uma função. A função da arte é exprimir, e o artista ao exprimir-se exprime o mundo em que se inscreve e nele interfere, nele intervém.
Esse mundo, como vimos, não é porém unitário: o artista exprime a natureza humana enredada nos conflitos a que esta se encontra sujeita, conflitos que na obra de arte reaparecem entre o que a obra reflecte das condições/ambientes em que nasce e as virtualidades profundas do homem, atingidas através das circunstâncias que paradoxalmente o suscitam e contrariam...
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quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Filmes De Culto - Pequena História!

O Mudo...

Os inicíos...

Na primeira projecção pública dos irmãos Lumière, Chegada do Comboio à estação de Ciotat, em 1895, o público em tumulto pensou que um comboio saía na realidade do écran. Com Georges Mèlies surgiu o espectáculo cinematográfico em Viagem à lua, de 1902.
Um ano depois surge o primeiro filme em que o protagonista aponta um revólver ao público, Great Train Robbery, de Edwin S. Porter, também o primeiro Wes-tern americano. Foram acontecimentos inaugurais que abriram as portas a uma nova forma de aceder a outros mundos.

Èpicos...

O melodrama épico Nascimento de uma Nação, de D.W. Griffth, em 1916, lança a indústria cinematográfica nos EUA, com grande impacto pela dimensão histórico-politica procurada.
Em 1925, Sergei Einsenstein, com O Couraçado Potemkine, constrói im imaginário impressionante pela composição dramática e pela força expressiva. Èpicos americanos como Ben-Hur e Quo Vadis, autênticos frescos históricos com sumptuosos cenários, elevaram o género.

Vanguardas...

Surgem manifestos de vanguarda a partir de 1916 na Rússia, privilegiando o espontâneo e o imprevisto. Dziga Vertov é a mentora e O Home da Câmara um bom exemplar do género. No expressionismo alemão, O Gabinete do Dr. Caligari de Robert Wiene, foi a obra-prima desta corrente, com um toque de fantástico. Outros expressionistas, Nosferatu de F.W. Murnau, iniciador do cinema de horror, e o visionário Metropolis de Fritz Lang, citado como o primeiro filme de ficção-científica da história do cinema.

Comédia...

Destaque para o cómico francês Max Linder, para o americano Buster Keaton, o génio do delírio burlesco, Harold Lloyd e Charlie Chaplin, o inventor da comédia com poesia e humanismo: a Quimera do Ouro, As Luzes da Cidade, Tempos Modernos...

Inovadores...

Um Cão Andaluz, de luis Buñuel, escrito com Salvador Dali, foi um dos primeiros filmes surrealistas e provavelmente o mais marcante, privilegiando o inconsciente, o onírico e o insólito. Impertinente e provocador, este filme choca pela crueza das imagens. A Caixa de Pandora, de GW. Pabst, introduziu sangue novo no cinema alemão, com a mítica Louise Brooks, imagem por excelência do erotismo fatal.
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sábado, fevereiro 11, 2006

Filmes de Culto!

Por que motivo existem filmes "de culto"? Que tipo de definição é esta e quais as razões que nos levam a utilizá-la? Poderíamos avançar com considerações sobre os contextos sociais, as vivências estéticas e as causas psicológicas que provocam uma reacção simultânea de estranheza e profunda identificação perante um objecto de características marginais. Pela diferença, pela originalidade, seguramente pela transgressão, os filmes de culto são aqueles que extravassam do domínio pessoal, do gosto mais vincado e singular, para uma área de interesse comum, mas suficientemente restrita para não se banalizarem no mercado de consumo em massa. Há vários tipos de "culto", para os mais diversos tipos de público, abertos a experiências diferentes.
No nosso "filme preferido" projectamos fantasias, existências desejadas ou temidas, mundos paralelos que traduzem de forma figurada e intensa a nossa vivência da realidade. Para muitos, um filme preferido não será a escolha mais óbvia da generalidade do público (Freaks, de Todd Browining vs. Titanic, de James Cameron, por exemplo), e a expressão "de culto" surge aqui como um código, uma espécie de segredo fora do alcance do espectador comum.
Realizadores como Roger Corman, Ed Wood e Paul Morrissey são hoje paradigmas desse "culto", mais por razões históricas do que por real mérito artístico.
Corman, o grande impulsionador dos subgéneros do cinema americano, misturando em doses maciças sexo, sangue e violência a um ritmo frenético, com baixissímos orçamentos, é o precursor dos "blockbusters", na essência e na intenção: cativar o maior número de entusiastas com o espectáculo mais excitado que se conseguir produzir. Ao longo de largas centenas de películas, Corman deu espaço de manobra e criação a nomes como Francis Ford Cappola, Jonathan Demnme, Jack Nicholson e Jonathan Kaplan, entre muitos outros.
Quentin Tarantino terá fundado muitas das suas ideias no universo de Corman e o mega-produtor Joel Silver (Arma letal, The Matrix) actua hoje de forma idêntica, quadriplicando os meios.
Ed Wood revisitou e explorou os medos obscuros de uma América em permanente sobressalto. Com recursos escassos, muita imaginação e a boa-vontade de uma equipa fiel, criou clássicos como Plan 9 From Outer Space, ou como uma invasão de alienígenas vampiros pode afectar o desenvolvimento normal de uma pacata localidade. A preto e branco, com cenários de cartão semidescolados, sombras de microfone e desempenhos mais assustadores do que o tema escolhido mas muita, muita convicção. Em Gjen ou Gjenda falou-nos de transexualidade, desempenhando o duplo papel protagonista, ora embrulhado em angorá ora levando-se dramaticamente a sério.
Inconformista, excêntrico, bizarro, Wood estava destinado a ser admirado pela audácia e pelo humor involuntário das suas criações. John Waters não existiria hoje sem a obra de Ed Wood.
Paul Morrissey acompanhou as tendências da Factory de Andy Warhol e Cia. Joel Dallessandro era então o representante de um certo ideal masculino, corrompido pelas drogas, pela prostituição e por outras declinações possíveis de má vida. Esta associação entre beleza e decadência e o jogo preverso de ambiguidades que os anos 70 proporcionavam, deu origem a filmes como Flesh, Trash e Heat, transgressores q.b, por vezes amorais, muito gráficos na representação dos corpos. O erotismo no cinema não voltaria a ser o mesmo, nem para o próprio Morrissey, que em Flesh for Frankenstein e Blood for Dracula mergulhou em fantasias carnais sem limites, regado a sangue, em ambientes de improvável terror.
Como negar o culto a estas figuras e à sua vontade indomável de criar algo novo e peculiar?...
Provavelmente um "filme de culto" não nasceu de grandes paixões, de longos debates e criticas arrebatadas. Dificilmente classificaremos JFK ou mesmo A Ultima Tentação de Cristo como tal.
Essa designação nasce do interesse de espíritos inquietos, curiosos, com uma boa dose de humor e de sentido lúdico, que, ao sabor do tempo e da descoberta, encontram histórias que se enquandram numa certa filosofia de vida. A sua. Pode haver filmes mais especiais?
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sexta-feira, fevereiro 10, 2006

O que pensa esta criança?

Este miúdo palestiniano assiste ao funeral do irmão, membro das brigadas dos mártires de Al Aqsa, uma milícia lligada ao movimento Fatah. Posted by Picasa

World Press Photo 2005

O canadiano Finbarr O`Reilly, da agência Reuters, foi distinguido com o prémio por uma fotografia que ilustra a fome no Níger. Posted by Picasa

Poder e Obediência!

Do estado à família, do príncipe ao pai, do tribunal aos pequenos castigos quotidianos, das instâncias da dominação social às estruturas constitutivas do próprio sujeito, acharíamos, apenas em escalas diferentes, uma forma geral do poder.
Esta forma é o direito, a mecânica do lícito e do ilícito, da transgressão e do castigo. Quer se lhe atribua a forma do príncipe que formula o direito, do pai que proíbe, do censor que obriga a calar ou do mestre que diz a lei, de qualquer modo esquematiza-se o poder sob uma forma jurídica; e definem-se os seus efeitos como obediência. Em face de um poder que é lei, o sujeito que é constituido como sujeito - que é sujeitado - é aquele que obedece. À homogeneidade formal do poder ao longo de todas estas instâncias, corresponderia, naquele que ele coage - quer se trate do súbdito em face do monarca, do cidadão em face do estado, do filho em face dos pais, do díscipulo em face do mestre - a forma geral de submissão. Poder legislador de um lado e sujeito obediente do outro.