terça-feira, janeiro 29, 2008

What a waste of time!

Situação (não) digna de se fazer sentir, perdurar temporalidade ocupada, fazer sentir que a espera de chamamento por alguém, incapaz de se traduzir no presente, raios para o tempo, que agilidade fugaz, que se traduz em labirinto, criado por (ab)negação leviana.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

The poetry of the ruins

(Photo by Pereira Lopes)
"Dead Nature" pertence a uma familia do cinema contemporâneo e moderno que tomou como prioridade fazer trabalho de memória: filmar o que está condenado, filmar o que vai desaparecer.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Long|Easy|Mind|

(Photo by Fernando Figueiredo)

Um traço largo e profundo_debrua um corpo cansado_sob a forma rígida de um braço_desenha-se o músculo empedernido dos trabalhos_mapa da vida o teu rosto_lavrado pelo trabalho_um pergaminho vincado_da cicatriz da amargura_mas no fundo dos teus olhos_tão firmes e tão seguros_raia a certa madrugada_dos mundos futuros_


quinta-feira, janeiro 24, 2008

Um adeus sentido...


«A arte é uma actividade humana que consiste nisto: um homem consciente, por meio de simbolos externos, transmite a outros determinados sentimentos que experimentou, de forma que esses outros sejam afectados por esses mesmos sentimentos e também os experimentem».(L. Tolstoi)
O nosso tempo acabou... que saudoso tempo, que se começa a fazer sentir...
Que o poder da filosofia, vos acompanhe... jovens pupilos.
SEM MEDO!!!

terça-feira, janeiro 22, 2008

Leve agitação do ar

(Photo by Mineiro)

Sobre a planície cai
uma chuva de lume
do sol a prumo.
A solidão sem sombras
incendeia-se de estrelas
e o silêncio estala
como a pele de frenéticos tambores
batidos furiosamente.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Aspirações sonâmbulas


È a tua voz, coração do mundo,
a tua voz ansiosa, a tua voz vibrante,
a tua voz desesperada, a tua voz confiante.
Sejam meus versos a vogal precisa,
bata no meu pulso o coração do mundo.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Ainda não foi desta... (e) será algum dia?


Somos a "gente" do fado, de tradições, da poesia, fomos em tempos grandes navegadores, conquistadores, eternos saudosistas...
No entanto, ainda falta que nos descubram, no reconhecimento, na credibilidade, sobretudo que acreditem em nós. Somos igualmente bons, em tudo o que os outros (o) fazem, mas parece que nunca chega, nunca é suficiente bom, para alcançar o mérito e por que não o desmérito, mas que nos deêm um pouco de atenção, que iluminem quem merece e quem faz por isso e sempre o fez.
E Manoel de Oliveira que o diga...nem que seja para lhe atribuirem um prémio de longevidade, façam alguma coisa por este senhor, que tanto fez e continua a fazer por nós.


"Portugal continua este ano excluído das nomeações para candidato à fase final de Óscar para Melhor Filme Estrangeiro. O filme candidato, “Belle Toujours”, de Manoel de Oliveira, não está na lista de nove finalistas ontem divulgada, do qual sairá no próximo mês o premiado.
As nomeações da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas foram reveladas ontem, num comunicado publicado na Internet.Portugal nunca foi nomeado para a fase final da corrida ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. A escolha do filme português foi feita por uma comissão de selecção nomeada pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual, de acordo com regras definidas pela Academia de Hollywood. "(Fonte: Público)

Para os interessados aqui fica a sinopse de "Belle Toujours": Manoel de Oliveira retoma a história e as personagens do filme "Belle de Jour", numa homenagem a Luis Buñuel e a Jean-Claude Carrière. Duas personagens do filme de Buñuel (Bulle Ogier e Michel Piccoli) reencontram-se, 38 anos volvidos. Ela tenta evitá-lo. Ele insiste e tenta convencê-la, prometendo-lhe que lhe revelará o segredo que só ele conhece e que é essencial para ela. Durante o jantar, num hotel chique, ela, hoje viúva, tenta a todo o custo que ele lhe revele o que disse ao seu marido, paralisado pela bala disparada por um dos seus amantes.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Paragens (in)certas

(photo by Luís Caçador)

Todos queremos voar bem alto e aterrar numa paragem, seja ela certa ou incerta. Mas o importante é que essa paragem, tenha algo de mistico que nos crie a impossibilidade de voar novamente.

Curioso é, quando julgamos que por fim, atingimos a paragem final...quando (a)final se trata de um elementar começo.


segunda-feira, janeiro 14, 2008

Memórias

(photo by Giovani Ricciardi)
Sento me à mesa e escrevo...
A voz que me dita os versos tudo diz e cala
e é minha e das coisas que me cercam,
de quem encontrei na rua e não conheço
e dos amigos fieis, de quanto ouvi disperso
na rua, nos cafés, onde estive,
dos livros que leio e dos jornais,
de quanto vejo e vivo como meu;
é tua, meu amor, de quanto é nosso,
só porque sentindo-o o partilhamos,
destas horas que se alongam tristes
e doutras que foram e hão-de ser
da luta, do tormento, da alegria
e da glória de vivê-las plenamente.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Porque a saudade nos invade...


... porque nos preenche a espera do reencontro.Porque floresce a memória e nos alimenta o desejo.Saibamos viver plenamente o presente, pois ele será a saudosa lembrança de amanhã.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

A verdade (consistente) do vinho


ARRUDA, Carlos
"O vinho é o melhor lugar para se encontrar com os amigos"
BOSSUET
" O vinho tem o poder de encher a alma de toda a verdade, de todo o saber e filosofia."
CÍCERO
"Os vinhos são como os homens: com o tempo, os maus azedam e os bons apuram."
D'AVILLEZ, ANTONIO
"Se algum dia houver uma paz universal, esse feito será comemorado com um copo de vinho na mão."
EURÍPIDES
"Onde o vinho falta não há lugar para o amor.""O vinho foi dado ao homem para acalmar suas fadigas."
FRANKLIN, BENJAMIN
"O vinho é prova constante de que Deus nos ama e nos deseja ver felizes"
GOETHE, JOHANN WOLFGANG
"O vinho alegra o coração do homem; e a alegria é a mãe de todas as virtudes." "Uma jovem e um copo de vinho curam qualquer necessidade; quem não bebe e não beija está pior que morto."
HIPÓCRATES (460-370 a.C.)
"O vinho é uma bebida substancialmente maravilhosa apropriada ao homem, na saúde e na doença, se o administrarmos na justa medida, segundo a constituição de cada um."
KHAYYAN, OMAR
"Ouço dizer que os amantes do vinho serão castigados no inferno.Se os que amam o vinho e o amor vão para o inferno o paraíso deve estar vazio."(Do livro Rubaiyat)
MONTESQUIEU
"Dai-lhes bons vinhos e eles vos darão boas leis."
OSLER, WILLIAM (1849-1919)
"O álcool não faz as pessoas fazerem melhores as coisas; ele faz com que elas fiquem menos envergonhadas de fazê-las mal."
PASTEUR (1822-1895)
"Existe mais filosofia em uma garrafa de vinho que em todos os livros."
QUINTANA, MÁRIO.
"Por mais raro que seja, ou mais antigo,Só um vinho é deveras excelente.Aquele que tu bebes, docemente,Com teu mais velho e silencioso amigo."
RABELAIS
"O vinho alegra o coração do homem. Jamais homem nobre odiou o vinho".
SÓCRATES (470-399 a.C.)
"O vinho molha e tempera os espíritos e acalma as preocupações da mente...ele reaviva as nossas alegrias e é o óleo para a chama da vida que se apaga. Se beberes moderadamente em pequenos goles de cada vez, o vinho gotejará nos pulmões como o mais doce orvalho da manhã...Assim, então, o vinho não viola a razão, mas sim convidando gentilmente a uma agradável alegria."
TALMUD, LIVROS DO (500-400 a.C.)
"O vinho é o mais notável de todos os remédios; onde falta o vinho, os remédios se fazem necessários".
VIVES, JUAN LUIS
"Enquanto está na garrafa, o vinho é meu escravo; fora da garrafa, sou escravo dele."

Diz se por aí...


O vinho tinto pode proteger-nos contra o cancro do pulmão, mas o vinho branco, pelo contrário, pode aumentar o risco da incidência da doença.Estas conclusões são de um estudo realizado por Alberto Ruano-Ravina, Juan Barros-Dios e Adolfo Figueiras, da Universidade de Santiago de Compostela, que investigaram as propriedades dos vários tipos de vinho e a acção destes em doenças como o cancro do pulmão.
Ainda assim, face aos resultados obtidos, Juan Barros-Dios alertou que, não obstante os benefícios do vinho tinto, tal não deverá traduzir-se num aumento do seu consumo para combater o cancro do pulmão: "seria extremamente perigoso, para não dizer arriscado, recomendar o aumento do consumo de vinho tinto como forma de prevenção do cancro", observou aquele cientista.
E segundo, a "farmácia.com.pt" o consumo de dois copos de vinho por semana pode reduzir o risco de desenvolver cancro nos rins, pelo menos é esta a conclusão de um relatório publicado no British Journal of Cancer, que faz a comparação entre a associação de diferentes tipos de bebidas alcoólicas e o total de consumo de álcool, com o risco de cancro nos rins.
No que respeita ao consumo de cerveja light, vinho e licor fortes ou cerveja de intensidade média-forte, não foi encontrada qualquer relação com o risco de desenvolver este tipo de cancro.
“Contudo, o baixo risco que observamos nas três bebidas sugere que é o álcool por si que é responsável pela redução, e não um qualquer tipo de bebida”, esclarecem os investigadores.
Com tantas teorias, alerto para aqueles que sofrem de "sindrome da perseguição de doenças", que tenham mais paciência e que aguardem, por uma teoria mais consistente.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

"Ninguém nasce mulher,torna-se mulher"


Será mesmo ela?
"A fotografia em causa foi captada nos anos 50, quando Simone de Beauvoir estava em casa do seu amante americano (ela e Jean-Paul Sartre tinham aquele citado acordo, inspirador de toda uma geração, que os libertava da fidelidade burguesa).
Surpreendida pela câmara, Beauvoir terá rido, depois terá gostado. (lá diz o ditado:primeiro estranha- se, depois entranha-se). Não se tratará, portanto, de uma imagem que lhe foi roubada a contragosto, e hoje ela seria a primeira a rir-se desta polémica,argumenta o Nouvel Obs." (fonte:Público)
Polémicas à parte...a meu ver, numa época de opressão ao feminino, era escandaloso que uma pensadora nata como a Simone fosse vista nua publicamente. Não posso dizer ou afirmar se esta história é falsa ou tem a sua ponta de veracidade. Mas posso argumentar (ou tentar) no sentido de justificar a escolha por esta foto, aparentemente tão preconceituosa, tão impregnada no machismo que perpassa a ideia de mulher como objecto sexual.
Esta fotografia de Beauvoir nua pode, evidentemente, ser considerada ofensiva à uma mulher que dedicou algum, senão de todo o seu pensamento à elucidação do carácter absolutamente artificial do papel sexual na sociedade. Confesso que posso estar a desrespeitar profundamente uma pensadora que eu mal conheço. Contudo, a foto em si mesma apresenta um valor estético evidente: além de Simone ser uma mulher muito bonita - em plena meia idade na fotografia em questão - a fotografia foi muito bem tirada. Seja ela(Simone) ou não.
E, tendo conta que hoje é dedicado ao seu centenário, acho que poderiam ter escolhido uma fotografia ou tributo menos arrojado ou "escandalosa"que não fomentasse mentes que nada fazem,senão criticar, o que de menos sabem - ou tentam saber.
Entendam esta foto como uma expressão da insurreição de uma mulher que não só em pensamento,como na sua forma de estar esteve à frente do seu tempo.
A Simone merecia coisa melhor...

terça-feira, janeiro 08, 2008

AjA pAcIêNcIa...


Pois é...lamentável é recomeçar (novamente),com uma descrença tamanha que me revolta profundamente. Sentimento este que muito esporadicamente invade a minha pessoa,é certo,mas hoje sinto me assim,minto! Me fazem sentir assim! Porquê?!
Muito simples...dirigir me a uma instituição,neste caso,académica - e passar nada mais nada menos que 9 horas à espera de ser atendida,sentada ou de pé...pacientemente lá permaneci! Até que fui atendida,e educadamente,expus a razão da minha ida,minto! A razão que me deram para que lá fosse! Para quê?!
Muito simples...lá reveram o que "supostamente" me faltava e em menos de 5 minutos...para me dizerem que...AFINAL TINHAM SE ENGANADO,E QUE O PROBLEMA ESTAVA RESOLVIDO!
Coisas que acontecem,não é?! Mas o problema é que não foi a primeira vez...e certamente não será a última... São coisas que se repetem. Lamentavelmente!!!

quarta-feira, agosto 01, 2007

Em BuScA dA pErFeIçÃo

Corpos idealizados, vidas utópicas, demasiada exigência de nós próprios.
Como ultrupassar o medo da imperfeição?

A manipulação genética torna cada vez mais real a ideia de seres fisicamente perfeitos - livres de males congénitos e hereditários. A cirurgia plástica promete moldar-nos cada vez com mais exactidão à imagem e semelhança não de Deus, mas dos modelos e actrizes de Hollywood. O mesmo acontece com a cosmética que oferece soluções cada vez mais apuradas para as nossas imperfeições fisícas. Sonhamos com uma imagem jovem, magra e perfeita, mas também com uma existência admirável como os pais perfeitos, profissionais imbatíveis ou seres impolutos. E os livros de auto-ajuda multiplicam-se para dar respostas à ansiedade que esta realidade gera. Será que a perfeição deve ser uma meta a almejar? Como foi que esta deixou a esfera divinal para vir inquietar a alma humana e a sua existência terrena? Qual é o lugar da perfeição no mundo em que vivemos, na vida que levamos e no nosso aprimoramento como seres humanos?

WhY NoT...


quinta-feira, março 01, 2007

A Minha Vida Deu Um Filme


Tarnation é uma espécie de pequeno "evangelho" fílmico, se atendermos à origem etimológica da palavra "evangelho", que significa "boa nova". È-o não apenas porque quase inaugura um novo género (algo que poderíamos situar nas imediações do "autobiographical docu-therapy"), mas também porque se constitui como filme adventício de uma nova era do cinema, a do do it yourself, do lotech film-making, em que qualquer pessoa pode pegar numa câmera barata e recorrer a software de edição de imagem para contar a "sua" história.
Foi o que Jonathan Caouette fez em Tarnation, aquele que é provavelmente o filme menos dispendioso de sempre (custou apenas uns escassos 218 dólares), para contar, de forma pessoalíssima, originalíssima e incomparável, a história da sua indiossincrática e estranha vida. No mundo do cinema actual haveria um antes e depois de Jonathan Caouette: ele seria uma espécie de pequeno profeta de uma nova era do filme (a da democratização e liberalização totais da sua produção e criação) e Tarnation algo como um "evangelho"que poderia servir de modelo, inspiração e revelação a uma nova "geração" de filmes em que "cidadãos anónimos" contariam, em registo de autodocumentário catártico, a história das suas vidas (desde que valesse a "pena" ser contada).
Tarnation é a articulação narrativa numa espécie de psicodrama familiar do que foi a vida de Caouette, marcada pela doença maníaco-depressiva da mãe (durante anos erroneamente diagnosticada como esquizofrenia), (mas que, apesar da doença, ou sobretudo graças a ela, revela uma curiosa veia "filosófica" e "existencial"), mas também pela experiência de ser criado maioritariamente pelos avós, de crescer homossexual ou de aprender a lidar com a sua própria perturbação emocional (um transtorno da personalidade que dá pelo nome de "despersonalização", e é caracterizado por sentimentos de perda de identidade e desrealização, como se a realidade fosse um sonho - daí também o onirismo e psicadelismo de Tarnation).
Alguns poderão acusar Tarnation de ser um exercicio de "terapia exposta", de ser narcísio, vampírico, sentimentalista, auto-indulgente ou até pornograficamente confessional - mas o que fica para a história é um filme comovente, corajosamente liberal e com um valor redentor e "curativo" brutal.

domingo, fevereiro 18, 2007

World Press Cartoon 2006

Grand Prix 2006



O World Press Cartoon pretende ser uma referência em termos de qualidade e de prestígio para todos os cartoonistas que a nível mundial publicam os seus trabalhos em jornais e revistas de circulação pública. Constituído por três grandes áreas do humor gráfico de imprensa: desenho de humor, cartoon editorial e caricatura, o World Press Cartoon – Sintra 2006 assume-se como salão não temático e o seu objectivo é distinguir os melhores trabalhos produzidos e publicados em jornais ou revistas.










































































































































sábado, fevereiro 17, 2007

World Press Photo 2006

(O americano Spencer Platt foi o vencedor da edição 2006)

A maior edição de prémios de fotografia mostrou ao mundo, as melhores imagens de 2006. Os conflitos mundiais que marcaram o ano passado são mais uma vez as figuras centrais da exposição que corre o mundo.
A melhor foto de 2006 retrata um grupo de jovens sofisticadas conduzidas por um rapaz, num veículo topo de gama descapotável, pelas ruas de um dos bairros de Beirute bombardeados, por Israel, no último Verão. O contraste entre as duas realidades é visível na expressão das jovens raparigas.
A edição deste ano do World Press Photo mostra-nos, mais uma vez, fragmentos de vida de todos os cantos do mundo. Nigéria, Darfur ou França são exemplos.
O World Press Photo chega a Portugal no Verão. A primeira exibição de fotos terá lugar no Passeio Ribeirinho de Portimão, entre 21 de Julho e 12 de Agosto. A exposição volta a Portugal já com tempo frio, desta vez, no Norte do País. As imagens poderão ser vistas de 4 a 25 de Novembro, no Fórum da Maia.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

The Re-Birth...Of a New Generation?


A dinâmica do gosto tem muito que se lhe diga. O que hoje é tabu, amanhã há-de ser a grande moda, da mesma maneira que o que adoramos num momento pode tornar-se xunga da noite para o dia. Foi mais ou menos isso que aconteceu com o Disco Sound no início dos anos 80, quando a febre de sábado á noite deu lugar ás queimadas de discos em estádios de futebol. Durante anos, o Disco foi maldito e parecia que não havia mais nada além dos Boney M e dos Village People. Hoje reconciliamo-nos com a história e descobrimos que não só o Disco Sound tem mais para além do que estávamos habituados a pensar, como somos capazes de ouvir o pior dos grupos (qualquer um dos dois citados, por exemplo) e descobrir coisas supreendentes.
O Disco nunca se foi embora. Nos anos 80 e 90 disfarçou-se de House para evitar conotações negativas, mas sempre ditou regras na pista de dança. Gente como os britânicos Idjut Boys, há muito que prega em seu favor e Dj Harvey, que fez carreira como Dj de House, também foi um dos pioneiros a dar o contributo para ser reestabelecido o bom nome do Disco, o mesmo podendo dizer-se de Daniel Wang (americano de origem tibetana). Foi, no entanto, nos últimos 3 a 4 anos, sobretudo a partir da Noruega, que começou a perceber-se um revivalismo Disco encabeçado por gente como Hans Peter Lindstrom, Prins Thomas, Todd Terje ou Rune Lindbaek. O Disco que inspira estes novos produtores não é o Disco Sound comercial, mas sim as suas experiências mais cósmicas ou de divagação electrónica. Ao que fazem, chama-se muita coisa, Nu Disco, Space Disco, mas também Beardo Disco porque todos usam barba...