terça-feira, fevereiro 12, 2008

Bicho de 7 cabeças


Se tivesses a oportunidade de ir de novo para o ponto de onde se partira, REGRESSARIAS?
MAS ... E SE FOSSE TARDE DEMAIS.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Pecados Ìntimos



Curioso, será dizer que este filme de certa forma, me caiu nas mãos, igualmente curioso, foi que já tinhamos discursado sobre ele, apesar de não o defender convenientemente, na altura. Devido à não visualização deste. Mas curiosamente, acho que se deve literalmente à forma como as traduções preexistem. Isto porquê?

"Little Children" titulo original de "Pecados Ìntimos" - é mais uma solene prova de que as traduções portuguesas não fazem jus à importância do conteúdo. Lamentável.

Por isso, tomei conhecimento como sendo "Little Children", e tive a oportunidade de o ver na noite passada...resultado: Magistroso_sublime_desconcertante_cativante_humano_perturbante_esclarecedor.

Donas de casa guilhotinadas pela rotina familiar, existencial depressão pós-parto, vigilantes paranóicos com a segurança do bairro, pedófilos a nadar num mar de crianças, amantes perdidos e sem coragem no adultério que simularam...



"Um milagre...somos todos um milagre"



For my hello Kitty

Inigualável Ser


terça-feira, janeiro 29, 2008

What a waste of time!

Situação (não) digna de se fazer sentir, perdurar temporalidade ocupada, fazer sentir que a espera de chamamento por alguém, incapaz de se traduzir no presente, raios para o tempo, que agilidade fugaz, que se traduz em labirinto, criado por (ab)negação leviana.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

The poetry of the ruins

(Photo by Pereira Lopes)
"Dead Nature" pertence a uma familia do cinema contemporâneo e moderno que tomou como prioridade fazer trabalho de memória: filmar o que está condenado, filmar o que vai desaparecer.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Long|Easy|Mind|

(Photo by Fernando Figueiredo)

Um traço largo e profundo_debrua um corpo cansado_sob a forma rígida de um braço_desenha-se o músculo empedernido dos trabalhos_mapa da vida o teu rosto_lavrado pelo trabalho_um pergaminho vincado_da cicatriz da amargura_mas no fundo dos teus olhos_tão firmes e tão seguros_raia a certa madrugada_dos mundos futuros_


quinta-feira, janeiro 24, 2008

Um adeus sentido...


«A arte é uma actividade humana que consiste nisto: um homem consciente, por meio de simbolos externos, transmite a outros determinados sentimentos que experimentou, de forma que esses outros sejam afectados por esses mesmos sentimentos e também os experimentem».(L. Tolstoi)
O nosso tempo acabou... que saudoso tempo, que se começa a fazer sentir...
Que o poder da filosofia, vos acompanhe... jovens pupilos.
SEM MEDO!!!

terça-feira, janeiro 22, 2008

Leve agitação do ar

(Photo by Mineiro)

Sobre a planície cai
uma chuva de lume
do sol a prumo.
A solidão sem sombras
incendeia-se de estrelas
e o silêncio estala
como a pele de frenéticos tambores
batidos furiosamente.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Aspirações sonâmbulas


È a tua voz, coração do mundo,
a tua voz ansiosa, a tua voz vibrante,
a tua voz desesperada, a tua voz confiante.
Sejam meus versos a vogal precisa,
bata no meu pulso o coração do mundo.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Ainda não foi desta... (e) será algum dia?


Somos a "gente" do fado, de tradições, da poesia, fomos em tempos grandes navegadores, conquistadores, eternos saudosistas...
No entanto, ainda falta que nos descubram, no reconhecimento, na credibilidade, sobretudo que acreditem em nós. Somos igualmente bons, em tudo o que os outros (o) fazem, mas parece que nunca chega, nunca é suficiente bom, para alcançar o mérito e por que não o desmérito, mas que nos deêm um pouco de atenção, que iluminem quem merece e quem faz por isso e sempre o fez.
E Manoel de Oliveira que o diga...nem que seja para lhe atribuirem um prémio de longevidade, façam alguma coisa por este senhor, que tanto fez e continua a fazer por nós.


"Portugal continua este ano excluído das nomeações para candidato à fase final de Óscar para Melhor Filme Estrangeiro. O filme candidato, “Belle Toujours”, de Manoel de Oliveira, não está na lista de nove finalistas ontem divulgada, do qual sairá no próximo mês o premiado.
As nomeações da Academia das Artes e Ciências Cinematográficas foram reveladas ontem, num comunicado publicado na Internet.Portugal nunca foi nomeado para a fase final da corrida ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. A escolha do filme português foi feita por uma comissão de selecção nomeada pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual, de acordo com regras definidas pela Academia de Hollywood. "(Fonte: Público)

Para os interessados aqui fica a sinopse de "Belle Toujours": Manoel de Oliveira retoma a história e as personagens do filme "Belle de Jour", numa homenagem a Luis Buñuel e a Jean-Claude Carrière. Duas personagens do filme de Buñuel (Bulle Ogier e Michel Piccoli) reencontram-se, 38 anos volvidos. Ela tenta evitá-lo. Ele insiste e tenta convencê-la, prometendo-lhe que lhe revelará o segredo que só ele conhece e que é essencial para ela. Durante o jantar, num hotel chique, ela, hoje viúva, tenta a todo o custo que ele lhe revele o que disse ao seu marido, paralisado pela bala disparada por um dos seus amantes.

terça-feira, janeiro 15, 2008

Paragens (in)certas

(photo by Luís Caçador)

Todos queremos voar bem alto e aterrar numa paragem, seja ela certa ou incerta. Mas o importante é que essa paragem, tenha algo de mistico que nos crie a impossibilidade de voar novamente.

Curioso é, quando julgamos que por fim, atingimos a paragem final...quando (a)final se trata de um elementar começo.


segunda-feira, janeiro 14, 2008

Memórias

(photo by Giovani Ricciardi)
Sento me à mesa e escrevo...
A voz que me dita os versos tudo diz e cala
e é minha e das coisas que me cercam,
de quem encontrei na rua e não conheço
e dos amigos fieis, de quanto ouvi disperso
na rua, nos cafés, onde estive,
dos livros que leio e dos jornais,
de quanto vejo e vivo como meu;
é tua, meu amor, de quanto é nosso,
só porque sentindo-o o partilhamos,
destas horas que se alongam tristes
e doutras que foram e hão-de ser
da luta, do tormento, da alegria
e da glória de vivê-las plenamente.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Porque a saudade nos invade...


... porque nos preenche a espera do reencontro.Porque floresce a memória e nos alimenta o desejo.Saibamos viver plenamente o presente, pois ele será a saudosa lembrança de amanhã.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

A verdade (consistente) do vinho


ARRUDA, Carlos
"O vinho é o melhor lugar para se encontrar com os amigos"
BOSSUET
" O vinho tem o poder de encher a alma de toda a verdade, de todo o saber e filosofia."
CÍCERO
"Os vinhos são como os homens: com o tempo, os maus azedam e os bons apuram."
D'AVILLEZ, ANTONIO
"Se algum dia houver uma paz universal, esse feito será comemorado com um copo de vinho na mão."
EURÍPIDES
"Onde o vinho falta não há lugar para o amor.""O vinho foi dado ao homem para acalmar suas fadigas."
FRANKLIN, BENJAMIN
"O vinho é prova constante de que Deus nos ama e nos deseja ver felizes"
GOETHE, JOHANN WOLFGANG
"O vinho alegra o coração do homem; e a alegria é a mãe de todas as virtudes." "Uma jovem e um copo de vinho curam qualquer necessidade; quem não bebe e não beija está pior que morto."
HIPÓCRATES (460-370 a.C.)
"O vinho é uma bebida substancialmente maravilhosa apropriada ao homem, na saúde e na doença, se o administrarmos na justa medida, segundo a constituição de cada um."
KHAYYAN, OMAR
"Ouço dizer que os amantes do vinho serão castigados no inferno.Se os que amam o vinho e o amor vão para o inferno o paraíso deve estar vazio."(Do livro Rubaiyat)
MONTESQUIEU
"Dai-lhes bons vinhos e eles vos darão boas leis."
OSLER, WILLIAM (1849-1919)
"O álcool não faz as pessoas fazerem melhores as coisas; ele faz com que elas fiquem menos envergonhadas de fazê-las mal."
PASTEUR (1822-1895)
"Existe mais filosofia em uma garrafa de vinho que em todos os livros."
QUINTANA, MÁRIO.
"Por mais raro que seja, ou mais antigo,Só um vinho é deveras excelente.Aquele que tu bebes, docemente,Com teu mais velho e silencioso amigo."
RABELAIS
"O vinho alegra o coração do homem. Jamais homem nobre odiou o vinho".
SÓCRATES (470-399 a.C.)
"O vinho molha e tempera os espíritos e acalma as preocupações da mente...ele reaviva as nossas alegrias e é o óleo para a chama da vida que se apaga. Se beberes moderadamente em pequenos goles de cada vez, o vinho gotejará nos pulmões como o mais doce orvalho da manhã...Assim, então, o vinho não viola a razão, mas sim convidando gentilmente a uma agradável alegria."
TALMUD, LIVROS DO (500-400 a.C.)
"O vinho é o mais notável de todos os remédios; onde falta o vinho, os remédios se fazem necessários".
VIVES, JUAN LUIS
"Enquanto está na garrafa, o vinho é meu escravo; fora da garrafa, sou escravo dele."

Diz se por aí...


O vinho tinto pode proteger-nos contra o cancro do pulmão, mas o vinho branco, pelo contrário, pode aumentar o risco da incidência da doença.Estas conclusões são de um estudo realizado por Alberto Ruano-Ravina, Juan Barros-Dios e Adolfo Figueiras, da Universidade de Santiago de Compostela, que investigaram as propriedades dos vários tipos de vinho e a acção destes em doenças como o cancro do pulmão.
Ainda assim, face aos resultados obtidos, Juan Barros-Dios alertou que, não obstante os benefícios do vinho tinto, tal não deverá traduzir-se num aumento do seu consumo para combater o cancro do pulmão: "seria extremamente perigoso, para não dizer arriscado, recomendar o aumento do consumo de vinho tinto como forma de prevenção do cancro", observou aquele cientista.
E segundo, a "farmácia.com.pt" o consumo de dois copos de vinho por semana pode reduzir o risco de desenvolver cancro nos rins, pelo menos é esta a conclusão de um relatório publicado no British Journal of Cancer, que faz a comparação entre a associação de diferentes tipos de bebidas alcoólicas e o total de consumo de álcool, com o risco de cancro nos rins.
No que respeita ao consumo de cerveja light, vinho e licor fortes ou cerveja de intensidade média-forte, não foi encontrada qualquer relação com o risco de desenvolver este tipo de cancro.
“Contudo, o baixo risco que observamos nas três bebidas sugere que é o álcool por si que é responsável pela redução, e não um qualquer tipo de bebida”, esclarecem os investigadores.
Com tantas teorias, alerto para aqueles que sofrem de "sindrome da perseguição de doenças", que tenham mais paciência e que aguardem, por uma teoria mais consistente.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

"Ninguém nasce mulher,torna-se mulher"


Será mesmo ela?
"A fotografia em causa foi captada nos anos 50, quando Simone de Beauvoir estava em casa do seu amante americano (ela e Jean-Paul Sartre tinham aquele citado acordo, inspirador de toda uma geração, que os libertava da fidelidade burguesa).
Surpreendida pela câmara, Beauvoir terá rido, depois terá gostado. (lá diz o ditado:primeiro estranha- se, depois entranha-se). Não se tratará, portanto, de uma imagem que lhe foi roubada a contragosto, e hoje ela seria a primeira a rir-se desta polémica,argumenta o Nouvel Obs." (fonte:Público)
Polémicas à parte...a meu ver, numa época de opressão ao feminino, era escandaloso que uma pensadora nata como a Simone fosse vista nua publicamente. Não posso dizer ou afirmar se esta história é falsa ou tem a sua ponta de veracidade. Mas posso argumentar (ou tentar) no sentido de justificar a escolha por esta foto, aparentemente tão preconceituosa, tão impregnada no machismo que perpassa a ideia de mulher como objecto sexual.
Esta fotografia de Beauvoir nua pode, evidentemente, ser considerada ofensiva à uma mulher que dedicou algum, senão de todo o seu pensamento à elucidação do carácter absolutamente artificial do papel sexual na sociedade. Confesso que posso estar a desrespeitar profundamente uma pensadora que eu mal conheço. Contudo, a foto em si mesma apresenta um valor estético evidente: além de Simone ser uma mulher muito bonita - em plena meia idade na fotografia em questão - a fotografia foi muito bem tirada. Seja ela(Simone) ou não.
E, tendo conta que hoje é dedicado ao seu centenário, acho que poderiam ter escolhido uma fotografia ou tributo menos arrojado ou "escandalosa"que não fomentasse mentes que nada fazem,senão criticar, o que de menos sabem - ou tentam saber.
Entendam esta foto como uma expressão da insurreição de uma mulher que não só em pensamento,como na sua forma de estar esteve à frente do seu tempo.
A Simone merecia coisa melhor...

terça-feira, janeiro 08, 2008

AjA pAcIêNcIa...


Pois é...lamentável é recomeçar (novamente),com uma descrença tamanha que me revolta profundamente. Sentimento este que muito esporadicamente invade a minha pessoa,é certo,mas hoje sinto me assim,minto! Me fazem sentir assim! Porquê?!
Muito simples...dirigir me a uma instituição,neste caso,académica - e passar nada mais nada menos que 9 horas à espera de ser atendida,sentada ou de pé...pacientemente lá permaneci! Até que fui atendida,e educadamente,expus a razão da minha ida,minto! A razão que me deram para que lá fosse! Para quê?!
Muito simples...lá reveram o que "supostamente" me faltava e em menos de 5 minutos...para me dizerem que...AFINAL TINHAM SE ENGANADO,E QUE O PROBLEMA ESTAVA RESOLVIDO!
Coisas que acontecem,não é?! Mas o problema é que não foi a primeira vez...e certamente não será a última... São coisas que se repetem. Lamentavelmente!!!

quarta-feira, agosto 01, 2007

Em BuScA dA pErFeIçÃo

Corpos idealizados, vidas utópicas, demasiada exigência de nós próprios.
Como ultrupassar o medo da imperfeição?

A manipulação genética torna cada vez mais real a ideia de seres fisicamente perfeitos - livres de males congénitos e hereditários. A cirurgia plástica promete moldar-nos cada vez com mais exactidão à imagem e semelhança não de Deus, mas dos modelos e actrizes de Hollywood. O mesmo acontece com a cosmética que oferece soluções cada vez mais apuradas para as nossas imperfeições fisícas. Sonhamos com uma imagem jovem, magra e perfeita, mas também com uma existência admirável como os pais perfeitos, profissionais imbatíveis ou seres impolutos. E os livros de auto-ajuda multiplicam-se para dar respostas à ansiedade que esta realidade gera. Será que a perfeição deve ser uma meta a almejar? Como foi que esta deixou a esfera divinal para vir inquietar a alma humana e a sua existência terrena? Qual é o lugar da perfeição no mundo em que vivemos, na vida que levamos e no nosso aprimoramento como seres humanos?

WhY NoT...


quinta-feira, março 01, 2007

A Minha Vida Deu Um Filme


Tarnation é uma espécie de pequeno "evangelho" fílmico, se atendermos à origem etimológica da palavra "evangelho", que significa "boa nova". È-o não apenas porque quase inaugura um novo género (algo que poderíamos situar nas imediações do "autobiographical docu-therapy"), mas também porque se constitui como filme adventício de uma nova era do cinema, a do do it yourself, do lotech film-making, em que qualquer pessoa pode pegar numa câmera barata e recorrer a software de edição de imagem para contar a "sua" história.
Foi o que Jonathan Caouette fez em Tarnation, aquele que é provavelmente o filme menos dispendioso de sempre (custou apenas uns escassos 218 dólares), para contar, de forma pessoalíssima, originalíssima e incomparável, a história da sua indiossincrática e estranha vida. No mundo do cinema actual haveria um antes e depois de Jonathan Caouette: ele seria uma espécie de pequeno profeta de uma nova era do filme (a da democratização e liberalização totais da sua produção e criação) e Tarnation algo como um "evangelho"que poderia servir de modelo, inspiração e revelação a uma nova "geração" de filmes em que "cidadãos anónimos" contariam, em registo de autodocumentário catártico, a história das suas vidas (desde que valesse a "pena" ser contada).
Tarnation é a articulação narrativa numa espécie de psicodrama familiar do que foi a vida de Caouette, marcada pela doença maníaco-depressiva da mãe (durante anos erroneamente diagnosticada como esquizofrenia), (mas que, apesar da doença, ou sobretudo graças a ela, revela uma curiosa veia "filosófica" e "existencial"), mas também pela experiência de ser criado maioritariamente pelos avós, de crescer homossexual ou de aprender a lidar com a sua própria perturbação emocional (um transtorno da personalidade que dá pelo nome de "despersonalização", e é caracterizado por sentimentos de perda de identidade e desrealização, como se a realidade fosse um sonho - daí também o onirismo e psicadelismo de Tarnation).
Alguns poderão acusar Tarnation de ser um exercicio de "terapia exposta", de ser narcísio, vampírico, sentimentalista, auto-indulgente ou até pornograficamente confessional - mas o que fica para a história é um filme comovente, corajosamente liberal e com um valor redentor e "curativo" brutal.